Eternamente jovem, o imortal justificava a sua existencia dizendo sempre
que era o filho
(de si mesmo)
Atribuindo as feições identicas à inevitável força da genética, havia ainda assim, entre algumas das pessoas que reencontrava, quem lhe descobrisse algumas diferenças fisionómicas.
"Sim, tem realmente algumas parecenças com ele, mas o pai não tinha o nariz tão fino"
(a memória - ou o Alzheimer - encarregar-se-iam do resto)
Como não envelhecia, e para não levantar suspeitas, registava-se assim a si mesmo de 25 em 25 anos como seu próprio filho.
E com o seu próprio nome (no qual só ia mudando um apelido ao meio para variar)
Isto tudo fazia para poder voltar sempre à cidade que amava,
para lá poder viver de forma legítima
(legalmente falando)
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