sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Falso Policia

O falso polícia deixava-se estar em frente aos bancos e não fazia nada.
E mesmo quando se davam os assaltos a única coisa que sabia fazer era ficar a olhar.

Ás vezes até fazia sinais com os polegares a dizer que estava tudo ok.
Quando as pessoas o interpelavam para que fizesse alguma coisa, então limitava-se a explicar que na realidade não era um verdadeiro polícia. Que era apenas uma pessoa que gostava de vestir aquelas roupas.

Também se começam a ver às vezes falsos médicos, ou enfermeiros.
Deixavam-se vaguear pelos corredores dos hospitais, ou dos centros de saúde (às vezes também pelas salas de espera). Quando sentiam necessidade de falar com alguém.
Ou que alguém lhes viesse falar.
Nem que fosse para depois simplesmente lhes explicar que afinal não os podiam tratar.

Os que se vestiam de padres, esses já circulavam de forma mais tranquila, pois já não eram tão solicitados, a não ser por uma ou outra senhora idosa (a quem lhes ouviam depois as confissões).

Estes falsos personagens (estes profissionais fictícios) nunca faziam o que era suposto fazerem.
Mas começavam a ver-se cada vez mais,  e em todo o lado sem que ninguém conseguisse explicar bem porquê.

E não era apenas a questão da farda (do hábito).
Havia cada vez mais pessoas a fazer coisas que não era suposto fazerem.

Ou a não fazer coisas que se esperava que fizessem... 
(Isso é que era verdadeiramente inesperado).

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